Agrupamento de Escolas da Lourinhã

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Agrupamento Região
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Índice do artigo
Enquadramento Histórico da Lourinhã
Época Pré-romana
Época Romana
Do século XII até ao século XV
Do século XVI até ao século XIX
Do século XX até à actualidade
Todas as páginas

Do século XX até à actualidade

Desde o início do séc. XX, assiste-se a uma crescente procura do litoral da região, onde numerosas potencialidades dão corpo à sua ocupação. A acessibilidade, facilitada por uma rede viária em expansão, a par de outras infra- estruturas, têm vindo a viabilizar o desenvolvimento do Concelho, intensificando o contraste existente entre o litoral e o interior, que se expressa não só ao nível da paisagem, mas também no que se refere às actividades económicas. O interior, com uma área agrícola que ocupa cerca de 80% do território concelhio, evidencia a importância da agricultura na economia da região da Lourinhã que, entretanto, terá evoluído de um regime de auto-subsistência para um regime de exploração agro-pecuário vocacionado para o mercado externo. Com efeito, a predominância do cultivo da terra tem vindo a alterar-se com o aumento crescente do sector da pecuária, nomeadamente, da suinicultura e da avicultura.

Na área litoral do Concelho, continuam a ter destaque as actividades ligadas ao mar. Os recursos marinhos costeiros permitiram o desenvolvimento de várias actividades associadas à sua exploração, desde a pesca profissional à pesca artesanal, passando pela recolha de espécies deixadas a descoberto na maré baixa. A crise de abastecimento gerada pela Segunda Guerra Mundial conduziu a que esta prática se intensificasse, complementando a alimentação dos autóctones e servindo, muitas vezes, de moeda de troca para a aquisição de outros bens de subsistência. A actividade da apanha, com uma tradição local importante e de cariz fortemente familiar, não se circunscreve unicamente às comunidades mais próximas do litoral, mas também é desenvolvida pelos habitantes das localidades mais interiores do Concelho. Sobretudo na época estival, assiste-se a um aumento significativo de apanhadores, muitas vezes, provenientes de zonas não concelhias, que conduzem inevitavelmente a picos de pressão sobre o meio marinho e sobre as espécies-alvo. Entre as espécies mais capturadas, encontram-se a navalheira, o percebe, o mexilhão,  as lapas, o ouriço-do-mar, o polvo e o camarão branco. De igual forma, as algas têm sido objecto de captura, nomeadamente, a localmente designada por Limo de Seda, outrora muito abundante na região. Actualmente, só é capturada na época de Verão por apanha submarina. Também a localmente designada por Limo de Correia foi largamente utilizada pelos agricultores da região, juntamente com outras algas, para a fertilização dos solos.

A actividade piscatória a nível concelhio tem actualmente uma expressão económica relativa, só ganhando importância no contexto regional, uma vez que a descarga do pescado é feita no porto de Peniche, principal centro piscatório da região e um dos maiores portos de pesca do país.

Em Paimogo, Porto Dinheiro e Porto das Barcas ainda laboram pequenas embarcações, principalmente durante os meses de Verão. Pesca-se com redes de emalhar e de enredar fundeadas, aparelhos de anzol, covos, toneiras, cerco e arrasto. Em Paimogo, existe um varadouro, a sul dos antigos viveiros, para apoio de um pequeno número de embarcações de pesca artesanal local.

A já referida melhoria das acessibilidades viárias, facilitada pela proximidade da capital, originou o incremento do turismo balnear, preferencialmente nas praias de Porto das Barcas, Peralta e Praia da Areia Branca. Efectivamente, veio a verificar-se um crescente aumento dos aglomerados urbanos, situados na proximidade da faixa costeira, de tal modo que conduziu à ocupação de áreas de risco e de elevado potencial turístico, paisagístico e ambiental.



 

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