Agrupamento de Escolas da Lourinhã

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Agrupamento Região
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Índice do artigo
Enquadramento Histórico da Lourinhã
Época Pré-romana
Época Romana
Do século XII até ao século XV
Do século XVI até ao século XIX
Do século XX até à actualidade
Todas as páginas

Do século XII até ao século XV

De facto, a Lourinhã torna-se senhorio com a concessão do primeiro foral por D. Afonso Henriques a D. Jordão em 1160, que terá povoado a vila de cristãos. Este fidalgo francês, que integrou a Segunda Cruzada à Terra Santa, seria assim recompensado pela sua colaboração na conquista de Lisboa aos mouros.

O foral é um documento que se distingue pela barbaridade dos castigos infligidos aos prevaricadores. Diz o foral: “O matador, se se puder prender, seja sepultado vivo, e o morto lançado em cima dele”. A concessão deste foral à Lourinhã instituiu a Paróquia e o próprio Concelho. A Paróquia de Santa Maria da Lourinhã, posteriormente designada Nossa Senhora da Anunciação, terá sido uma das mais ricas da Diocese de Lisboa e de todo o país, como o atesta a Relação de Todas as Igrejas do reinado de D. Dinis.

No primeiro foral da Lourinhã, constata-se que a agricultura era a principal actividade dos seus habitantes, que cultivavam hortas, pomares, searas e vinhas. Contudo, a actividade piscatória surge referida neste documento: “Se um vizinho da Lourinhã andar por mar ou por terra no termo da Lourinhã e aí encontrar pescado ou outra qualquer sem dono, tenha tudo em paz”. Na Carta de Doação da Vila da Lourinhã a Gonçalo Vasques de Azevedo, do ano de 1367, D. Fernando outorga a este seu vassalo todos os termos e territórios desta vila, bem como todas as suas pertenças, entre as quais constam as “pescarias”.

Porto de mar de grande importância em toda a Idade Média, quer a nível económico quer estratégico, a Lourinhã seria local de passagem, por mar e por terra, de comerciantes, guerreiros e de peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. A dimensão e a importância arquitectónica da Igreja de Santa Maria do Castelo, cuja construção terá tido início no século XII são consequência dessa passagem. Esta igreja foi edificada junto aos muros do Castelo, o qual fora construído no local designado por Monte, lugar estratégico para a defesa da vila dos ataques dos corsários mouros que subiam o Rio Grande, navegável muito para montante da vila, para roubar as colheitas dos campos de várzea.

D. João I concede o senhorio da Lourinhã a D. Lourenço Vicente, Arcebispo de Braga, doação confirmada em 1385, como recompensa pelo apoio dispensado nas guerras com Castela. Este Senhor da Lourinhã mandou reedificar a Igreja de Santa Maria do Castelo, em estilo gótico e datada da segunda metade do século XIV.

Após a morte de D. Lourenço, a vila é doada ao Doutor João das Regras, amigo e servidor de D. João I, por Carta de Doação datada de 1396.

O Foral Novo da Lourinhã, outorgado em 1512, no reinado de D. Manuel, dá-nos a conhecer alguns aspectos relacionados com as actividades económicas praticadas na região. Se a agricultura continuava a ter um papel preponderante na economia da região, outras actividades como a pesca e a construção de navios pareciam também elas assumir algum protagonismo.

O desenvolvimento da indústria naval, em plena época dos Descobrimentos, terá contribuído para a destruição de grande parte do coberto florestal da região, que apresentava uma extensão considerável e de natureza diversificada. Em algumas cartas régias do século XV, faz-se referência às matas reais de Óbidos e Lourinhã.



 

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